Aeroporto, madrugada de quinta-feira. Barulho de avião. Corredores cheios de expectativas para aqueles que vão. Emoção na face daqueles que se reencontram. Um casal. Abraço. Beijo. Choro. Ela, 22 anos. Ele, 26. Ela, morena. Ele, branco. Ela, baixa. Ele, alto. Ela, apaixonada. Ele, apaixonado. Dedos enlaçados. Paz no coração. Olhar sincero. Perdi de vista. Ganhei uma história.
 
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Na vida sempre temos medo. Seja do famoso "bicho papão" ou de perder quem ama. Lembro que quanto pequena ia ao parque com minha prima. Na fila da montanha russa eu desistia cerca de onze vezes. Mas quando chegava lá ela segurava minha mãe e dizia: "Apenas grite, vai ser bom!" Segurar a mão dela amenizava o meu medo.
A vida é um pouco da montanha russa: Sobe, desce, gira, da frio na barriga, nos deixa com medo, mas é divertida quando tem alguém para segurar nossa mão e dizer que tudo vai passar. Hoje já não sinto tanto medo de montanha russa, mas vez ou outra eu penso em desistir de seguir pelo menos dez vezes, mas minha prima continua a segurar minha mão e dizer que tudo vai passar.
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Na casa da minha vó tinha um pequeno jardim. Rosas vermelhas e brancas. Flores amarelas e laranjas. Todas as manhãs ensolaradas ou chuvosas lá estava ela regando com muito amor aquelas plantinhas. As flores cresceram, e até hoje vejo a mesma cena se repetir. O amor de Deus faz o mesmo com nós todos os dias. Ele nos acorda cada manhã,nos da um sol que ilumina a janela do nosso quarto e nos ama incondicionalmente. Cada um de nós somos uma flor que Deus faz questão de regar. Assim como as flores exalam sua fragrância, nós como cristãos exalamos o amor de Cristo.
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Sou moderna por fora e antiga por dentro. Muitas vezes acompanho as modas da sociedade, mas não acompanho a forma que sentem. Um amor tão líquido e efêmero. Gente que é o amor da sua vida hoje, mas amanhã é desconhecido. Acho mesmo que nasci da época errada, sabe? Ando em descompasso com as pessoas que amam de menos. Eu não. Eu sempre amei demais.

Ando tentando entender qual o problema das pessoas em ficar. Queria mesmo ouvir: Está difícil? Está. Mas senta ai, toma um café, conversa um pouco, pode doer, mas vai passar. Mas não, as pessoas dizem: Um dia a gente se encontra! Ah... Quando esse dia chegar o café já esfriou, outra flor já nasceu, o encanto se perdeu, até mesmo a saudade já inventou de pegar a estrada e partir.
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Meu bem, amor e anjo
Quero sempre manter essa inquietude de aprender mais sobre você. Quero é sentir meu coração dando saltos e quase saindo pela boca de tanta felicidade toda vez que nos encontrarmos. Quero fazer cafuné na tua cabeça enquanto conversamos sobre qualquer coisa boba. Quero pular no teu colo, te abraçar e te encher de beijos como se fosse uma despedida, quando na verdade são as “boas vindas” com o pedido dizendo: Veio pra ficar, não é?. Quero dividir a cama, a vida e o coração. Acordar no meio da madrugada para te dar um beijo na teste e dizer bem baixinho no teu ouvido: Eu te amo.  Quero sentir teu perfume no travesseiro e nas minhas roupas. Quero ter meu primeiro beijo com você mil vezes. Mil vezes o primeiro. Mil vezes de você e só com você. Para você eu disse/diria/direi sim quantas vezes for preciso. Para nós dois eu diria sim dançando e cantando, e sabemos o quanto sou ruim nisso. Quero te ter ao meu lado com o calor do verão, como as flores na primavera, com os abraços quentes no inverno e com os dedos entrelaçados no outono. O beijo, as mordidas, o cheiro, o abraço. Tudo para você, apenas. E se me perguntar o porquê, eu só vou saber te dizer que foi/é e vai continuar sendo por amor. Não estabelecemos dia, data e hora para nos encontrar, mas agora que nos encontramos, eu quero mais é ficar com você, só com você.

Data: 12/06

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Eu, você, a vizinha que tem um jardim bonito e a professora da escola do bairro, todos nós merecemos um amor que nos roube vez em quando. Um amor que nos faça sermos tão nós e ao mesmo tempo tão deles. Um amor que nos leve e nos devolva. Um amor que enlace e embarace. Tão cheio de nós e laços. Vez em quando ou todo dia. Todos nós merecemos um amor que nos deixe assim, criando rimas e fazendo poesia. Merecemos um amor que nos leve ao parque na quarta-feira à tarde para tomar sorvete de flocos e sente no sofá sábado à noite para assistir um filme de comédia. Merecemos um amor que nos dê mais sementes e menos buquê. Um amor que regue as flores com você. Eu, você, o entregador de pizza e porteiro do prédio azul, todos nós merecemos um amor que nos devolva vez em quando.
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Tem bolo de milho e fubá. Tem fogos para o céu iluminar. Fogueira para esquentar. Forró para dançar. A garoa de Junho cai junto com a melodia que diz: “Olha para mim, meu amor, veja como eu estou lindo!”. E você me olha mesmo. Parece que já é sua cara iluminar os dias cinzentos desse mês frio. Pode ser pelo seu sorriso. Pode ser pelo cheirinho bão que ôce tem. Pode ser pelo abraço só seu. Pode ser porque seu corpo me serve como cobertor. Pode ser porque você tem um jeitinho só meu, ou porque tudo em você me completa. Pode ser porque já é sua cara me deixar com esse sorriso bobo no rosto só em pensar. E pode ser sim, pode ser assim “até o fim raiar”.

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Antes, durante ou depois da leitura: Ed Sheeran - Thinking Out Loud
Sim, sempre criei expectativa. Sonhei demais. Pensei muito. Por muito tempo a esperança de dias melhores me acompanhou também. Mas dessa vez não é expectativa, muito menos esperança. É a vontade de estar perto. Vontade de ver o seu nome na janelinha do bate-papo me chamando para conversar sobre os nossos gostos opostos. De sentir seu abraço quente. De acordar e ver seu bom dia. De dormir e ler aquela mensagem dizendo o quanto me ama. A vontade que eu tenho de saber que tudo isso não passou de um erro do vento, que soprou nossos barquinhos nos levando para riachos diferentes. Saber que fomos feitos um para o outro. Feitos para durar.

Tenho a vontade de te provar que dois mais dois é o mesmo que oito dividido por dois. O que quero dizer que não importa o caminho, nós podemos sim chegar ao final juntos. Queria te procurar, mas talvez já tenha feito isso. Queria que ao menos uma vez as coisas fossem diferentes, mas se não fosse assim, qual a graça da vida? Qual a graça de ter tudo que quer? Nenhuma. Mas me pergunto: Qual a graça de não ter você? Nenhuma.

Dormir e acordar. Você como o último pensamento e o primeiro. Tudo bem, eu já consigo encarar o fato de não ter você ao meu lado. Consigo encarar tudo da maneira mais positiva possível. Mas não tem graça.

Daqui há dois meses você pode encontrar um novo alguém para partilhar coisas novas e ser feliz ao lado dela. Daqui há dois meses pode acontecer o mesmo comigo. Mas acho mesmo que daqui até lá as coisas sem você vão ser desse jeito: Sem graça.
Não é esperança, é vontade.
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Não sei ao certo quando nos perdemos. Fomos perdendo contato aos poucos. Com o tempo já não fazia mais sentido compartilhar as novidades. Na verdade, os nossos sentidos já  haviam se desencontrado, ou nunca se encontraram... Também não sei dizer. Mas nos perdemos.

Eu senti um vazio agudo do lado esquerdo do peito. Vazio que não curava com música, com livros, com lugares, e é até estranho dizer, mas nem mesmo a poesia curava o vazio que ficou. O fim veio como uma bomba atômica que explodiu. TIBUM!!! Uma pessoa ficou gravemente ferida, e outra com arranhões leves, que logo se recuperou. E embora um olho estivesse aberto a realidade, o outro ainda estava fechado no sonho.

É, “entre o bem e o mal a linha é tênue, meu bem”, e nessa linha estava (ou está) o silêncio e a saudade; e no meio disso está as memórias de uma “poeta”, que se acabam nas últimas linhas desse texto. As letras nos uniram (tavez), nos descreveram (por muito tempo), e agora, ah... Se findam no final desse papel, onde seja possível nunca mais sair e nos tocar. Até porque não dá para “jogar semente nas pedras” por muito tempo. Agora, guardo as promessas, as cartas, as fotos e as memórias em um cantinho do meu coração. Isso é um adeus.  À Deus entrego tudo, mais uma vez.
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Eu sinto falta. Na verdade, eu sinto muita falta. Falta de você, do seu cheiro na minha roupa e do seu amor. Sua partida foi como um buraco no meu peito. Mas não como qualquer buraco. Foi daqueles profundos e que você procura e procura, mas só é capaz de encontrar a mais bela poesia. Não digo a poesia formada pela simetria das palavras bonitas e idealizações sem fim. Mas digo aquela poesia que descrevia você e eu. Nós feitos laços. Nós feitos nós. Sim, você é a poesia mais linda que existe em mim. E é por isso que eu sinto falta. Ousaria dizer que sinto saudade. Saudade dos beijos que desciam da testa até a minha boca. Dos seus dedos desalinhados descendo pelo meu rosto. Do encostar das bocas, e por fim, das almas. Saudade do que foi belo, meu menino.


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Eu nunca tive muito a ver com ele, sabe?. Não sei jogar vídeo game. Entre internacionais e MPB, eu fico com MPB. Sou completamente leiga quando o assunto é futebol. Antes dele aparecer eu só sabia o que era um goleiro.
Okay, devo confessar que o riso bobo já está estampado no meu rosto.  Esse é o efeito que ele tem sobre mim. E sobre a nossa diferença: Deixa ela pra lá!
Quero viver com as lembranças de nós dois para andar com esse riso bobo sempre.

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Não, não basta fazer com que essas borboletas voem pelo meu estômago sem parar e que o meu coração quase saia pela minha boca toda vez que os meus olhos encontram os teus. Como se não bastasse tudo isso, você ainda faz com que eu poetize você feito poeta formada por todos os lugares, quando eu sou apenas uma leiga. Uma leiga que ama. O amor é o poeta do homem. Você é o que me faz poeta dos seus sentimentos. E quer saber? Alcançar você é alcançar o mundo.


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Eu ligo o rádio e meu coração sintoniza na nossa canção. Ou na canção que foi nossa algum dia. Ainda está passando os seriados que riamos sem parar nas tardes de verão daquele ano. Naquela caixa de madeira, agora um pouco velha, ainda estão as juras de amor que pareciam nunca acabar. Nas paredes estão retratos de nós dois. E a saudade? Essa já não bate. Ela espanca o meu pobre e velho coração que cansado de apanhar já se deitou. Sou sensível demais e choro por qualquer lembrança de nós dois. E você?. Você tem que deixar as amargas memórias em todos os cantos, como se já não bastasse me abandonar. Eu só queria um amor desses que perdoasse todos os meus dramas. Que aceitasse o meu jeito meloso e dramático. E esse alguém não é você. Mas tudo bem... Eu já não me importo. Abandone-se em mim outra vez, sem rótulos.

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-"Eu mergulhei nos mais profundos mares para encontrar uma pérola preciosa." Os olhos daquele rapaz revelavam, a cada instante, a sua curiosidade. E, então, eu continuei: -"Sinto que esta frase encheu-lhe os olhos. Mas, devo dizer, que a minha pérola preciosa não tem valor comercial. Na verdade, é um tesouro que eu encontrei e o fiz do mais valioso." -"Como será possível ter uma pérola preciosa? um tesouro? se o mesmo não possui valor algum?" O rapaz perguntou. -"Valor comercial" - Eu lhe corrijo. Aquele diálogo estava cada vez mais confuso para aquele jovem rapaz. -"Meu jovem, quero te dizer que os amigos são as nossas pérolas. E podem oferecer todo ouro, diamante e toda prata... Mas nada será comparado ao valor de um grande amigo. Roubarei por alguns instantes as palavras de Vinicius de Moraes: " Eu poderia, embora não sem dor, perder todos os meus amores, mas morreria se perdesse todos os meus amigos." E tudo ficou tão claro, como raio de luz no meio da escuridão. Aquele diálogo fez sentido e tocou o seu coração. Chamando-me de Senhor, ele me agradeceu, e o meu sorriso por um instante respondeu. O ônibus partiu, e o jovem rapaz foi capaz de mergulhar pelos mares mais escuros e profundos para procurar, sem parar, por seu tesouro. Porque esta é a beleza da vida: A ida e a vinda. A eterna partida... Melhor, quando alguém leva a nossa mensagem mais bonita.

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Foi então que eu percebi que te amava. Quando eu senti seus lábios junto aos meus. Suas mãos na minha cintura. Seu sorriso todo bobo ao me ouvir falar sem parar. Sua calma. Seu jeito manso de passar seus dedos nos meus cabelos bagunçados. Foi então que percebi que te amava, meu menino. Quando olhava para todos os cantos da casa e encontrava um pouco de você. Afinal, você está grudado em mim, feito tatuagem ou a música do Tom Jobim.

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Foi então que descobri que dor não é cortar o dedo. Dor não é cair de bicicleta. Dor não é quebrar a cara e o coração três vezes todo ano. Dor é perder quem amamos. A dor da morte. A dor da partida. Partir e não dizer "ah! Como eu te amo!". E por fim, dar espaço para o "Oh! Eu amava". Afinal, é pouco hoje para muito ontem. É muito passado para pouco presente. É muita dor para pouco coração.


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