Não sei ao certo quando nos perdemos. Fomos perdendo contato aos poucos. Com o tempo já não fazia mais sentido compartilhar as novidades. Na verdade, os nossos sentidos já  haviam se desencontrado, ou nunca se encontraram... Também não sei dizer. Mas nos perdemos.

Eu senti um vazio agudo do lado esquerdo do peito. Vazio que não curava com música, com livros, com lugares, e é até estranho dizer, mas nem mesmo a poesia curava o vazio que ficou. O fim veio como uma bomba atômica que explodiu. TIBUM!!! Uma pessoa ficou gravemente ferida, e outra com arranhões leves, que logo se recuperou. E embora um olho estivesse aberto a realidade, o outro ainda estava fechado no sonho.

É, “entre o bem e o mal a linha é tênue, meu bem”, e nessa linha estava (ou está) o silêncio e a saudade; e no meio disso está as memórias de uma “poeta”, que se acabam nas últimas linhas desse texto. As letras nos uniram (tavez), nos descreveram (por muito tempo), e agora, ah... Se findam no final desse papel, onde seja possível nunca mais sair e nos tocar. Até porque não dá para “jogar semente nas pedras” por muito tempo. Agora, guardo as promessas, as cartas, as fotos e as memórias em um cantinho do meu coração. Isso é um adeus.  À Deus entrego tudo, mais uma vez.
KCAmaral



Deixe um comentário